GELA sigla GEL é o diminutivo carinhoso para “Grupo de Estudos Livres do Instituto de Letras da UFRGS”. Quando foi criado, em 1992, o “L” significava Literatura, mas logo passamos a ter integrantes da área de Línguística. Assim, durante um período, o “L” foi duplo, para abraçar Língua e Literatura. Mas quando chegaram os integrantes de outras áreas, como Direito, Jornalismo, Arquitetura e até Odontologia, desistimos de fazer sentido e o “L” passou a significar “Livres”.

Junta-se ao GEL qualquer indivíduo que tenha um projeto pessoal acadêmico a desenvolver, e que considere que encontros periódicos com um grupo de excêntricos interessados em Literaturas de Língua Inglesa possa acrescentar alguma coisa a sua pesquisa. O logotipo do GEL remete ao “Homem de Vitrúvio”, de Leonardo da Vinci, o que é meio cliché, mas o que importa é a geometria daquele desenho: um quadrado dentro de um círculo, o quadrado indicando a ordem do concreto e o círculo a ordem do imaginário, porque “tudo no universo está ligado a tudo no universo” (John Barth: The Floating Opera), e porque nos ressentimos do excesso de entusiasmo com o lógico-racional. (“Beware of Reason, that Whore!”: Martinho Lutero apud Jonathan Swift in Gulliver’s Travels). Temos um logotipo, mas ainda não temos um manifesto. Bem podíamos começar a pensar em um, que fosse escrito de maneira poética, como o Prefácio de Wilde para The Picture of Dorian Grey

As nossas diretrizes são:

  1. Ter sempre um grupo variado formado por alunos de graduação, do pós, professores, membros da comunidade e pessoas de outras áreas.
  2. Ter sempre integrantes com características variadas: uns geniais, uns criativos, uns metódicos, uns pragmáticos, uns normais, muitos birutas.
  3. Acreditar que a solidariedade pode ser tão produtiva quanto a competitividade.

Nesses dezessete anos a equipe de trabalho do GEL foi renovada diversas vezes, mas os membros antigos sempre mantiveram contato. A maioria dos integrantes conseguiu abrir caminho na vida e hoje se encontra trabalhando no que gosta e fazendo a  diferença em seus ambientes de trabalho. Temos membros do GEL lecionando na UFRGS, na Federal de Pelotas, na UNIPAMPA, no UNILASALLE, na ULBRA, na UNISINOS, na Federal Fluminense e em vários outros lugares. Não que isso signifique mérito do GEL: a lógica reversa é a mais correta e mostra que, para atravessar a cidade uma vez a cada quinze dias, para trabalhar duro e de graça, tem mesmo que se tratar de pessoas muito especiais. E, mais cedo ou mais tarde, competência e dedicação acabam por ser reconhecidas. Temos também os membros do GEL que não tiveram tanta sorte, que passaram ou estão passando por tempos difíceis e continuam por aí lutando para abrir caminho, até o dia em que tudo melhore e a estrela de cada um volte a brilhar.

No final das contas, essas coisas não fazem diferença: cada um é bonito do seu jeito. O que importa é que passamos algum tempo na vida juntos, “apreciando o Belo e cultivando relações pessoais” (G. E. Moore: Bloomsbury Group.).

And in the end the love you take is equal to the love you make.” (The Beatles)